Casa que se abre à paisagem, integrando-se com o ambiente através da forma, da matéria e da luz.

CASA

ca

Habitação unifamiliar

Tipo

Cascais, Portugal

Localização

Em construção

Status

289 m2

Área

PMT - Coordenação e Gestão de Projetos

Colaboração

A Casa CA nasce da procura de uma forma de habitar onde a arquitetura transcende a simples resposta funcional e se transforma num instrumento de bem-estar, contemplação e identidade.

Implantada em Cascais, a proposta emerge de uma leitura atenta do lugar e da sua escala, integrando-se naturalmente na envolvente edificada, marcada por moradias de um e dois pisos, sem renunciar a uma linguagem arquitetónica própria, contemporânea e intemporal.

Mais do que desenhar uma casa, este projeto procura construir uma experiência de habitar. Cada espaço foi pensado para responder aos rituais quotidianos da família, mas também aos momentos de silêncio, recolhimento e encontro, estabelecendo um equilíbrio entre o íntimo e o coletivo. A organização dos volumes, a relação entre cheios e vazios e a continuidade entre interior e exterior são os princípios que orientam toda a composição.

A expressão arquitetónica assenta numa linguagem depurada, onde a matéria revela a sua autenticidade. As linhas horizontais de betão aparente desenham uma presença sólida e serena, ancorando a habitação ao terreno, enquanto os planos brancos refletem a luz e acentuam a pureza da geometria. A madeira, introduzida através de elementos ripados, acrescenta calor, profundidade e ritmo, filtrando a luz e protegendo a intimidade sem comprometer a permeabilidade visual.

A paisagem deixa de ser um elemento complementar para se tornar parte integrante da arquitetura. A vegetação prolonga-se sobre os planos construídos, suavizando a presença do edifício e dissolvendo a fronteira entre natureza e construção. A casa passa, assim, a ser entendida como um organismo vivo, onde luz, matéria, vegetação e espaço dialogam de forma contínua.

O resultado é uma arquitetura de equilíbrio e permanência, onde cada gesto formal encontra justificação na forma como se vive o espaço. Uma casa que procura não apenas acolher os seus habitantes, mas elevar a experiência de habitar através da luz, da matéria e da relação sensível com o lugar.

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