CASA CAMPUS
A casa como abrigo entre a terra e o horizonte
Status
Em projeto
Área
2.590m2
Habitação unifamiliar
Tipo
Sintra, Portugal
Localização
PMT - Coordenação e Gestão de Projetos
Colaboração
Habitar é mais do que ocupar um espaço. É estabelecer uma relação com o lugar, reconhecer a sua luz, a sua matéria, os seus silêncios e os seus horizontes. É construir uma forma de estar entre a intimidade e a abertura, entre o abrigo e a paisagem.
A Casa Campus nasce desse entendimento: como uma arquitetura que não procura apenas pousar sobre o terreno, mas pertencer-lhe.
A casa pousa sobre o terreno em patamares sucessivos, como se a topografia tivesse sido desenhada para a receber. Em vez de se impor à paisagem, acompanha-a, reduzindo o gesto da terra e abrindo-se, a cada cota, a dois horizontes distintos: primeiro, o palácio da pena, como presença simbólica; depois, o mar, como horizonte de evasão.
O percurso começa no nível superior e desce lentamente através da casa, revelando o lugar por camadas. No piso íntimo, os quartos recolhem-se entre vistas e resguardos; no nível intermédio, a vida abre-se em continuidade entre sala, cozinha e exterior; abaixo, os espaços de lazer prolongam a relação com a paisagem de forma mais livre e pontual. Balanços e varandas suspendem-se sobre o terreno, construindo miradouros onde a arquitectura se transforma em experiência.
A madeira filtra a luz e humaniza a escala, o betão assume a estrutura como gesto, a pedra enraíza a casa na matéria do lugar e o vidro prolonga o olhar para além dos seus limites. Entre o peso da terra e a leveza do horizonte, a casa procura a essência da matéria e a medida do lugar.
A proposta assenta no desenho enraizado no terreno, mas aberta à paisagem, onde o ato de habitar se constrói na relação entre abrigo, luz e horizonte